Antes de escrever A Garota da Casa da Colina, eu já tinha uma queda por títulos que tinha Garotas na capa. “A Garota no Trem”, “Garota Exemplar”, “The Girl with a Dragon Tatto” que no português ficou como original, “Os Homens que não amam as Mulheres” – títulos a parte, prefiro o Inglês, até porque o livro é sobre a Garota da tatuagem de dragão, né?

Falando nela, a trilogia Millenium foi meu primeiro queridinho nesse mundo, Lisbeth Salander é uma anti-heroína, com seus defeitos muito bem apresentados e com uma força incrível, é impossível não se apaixonar por ela. O que nos leva ao famoso “Garota Exemplar”, da Gillian Flynn, a segunda parte do livro tem um plot twist daqueles e só fica melhor a cada página. Em “A Garota do Trem” da Paula Hawkins, Rachel é a protagonista não confiável, que nos narra de forma não linear a história não tão fiel que vê dos trilhos, (note a quantidade de nãos nessa frase, é proposital!). O final é explosivo.

Essas garotas, em sua maioria, são desajustadas, tem traumas, medos, e ambições e não têm receio de mostrá-las. Elas sentem raiva, amor, desprezo, tédio, não são nada frágeis, ou se são, não demostram tão facilmente. Algumas vão atrás do que quer, e outras, nem tanto, com temor dos monstros enterrados no passado. Essa garota é uma protagonista noir, esse nominho difícil e estranho significa que a ambientação da história é feita normalmente em casa, com segredos e dilemas familiares, traumas do passado, fobias. Garotas reais, com camadas, que lutam, de maneira certa ou não (em sua maior parte) por algo que dê significado a suas vidas, ou ressignificado.

Já leu algum desses? Se sim, me conta o que achou.

Quer saber mais sobre o subgênero noir doméstico, a Claudia Lemes explica muito bem nesse artigo aqui ==> O Domestic Noir e outros subgêneros da Literatura Policial.

“A Garota da Casa da Colina” faz parte desse subgênero. Aqui a sinopse:

“A Boxeadora Yara Leão já esteve contra as cordas e sentiu a força de um cruzado, mas seu próximo adversário será o mais forte que já encontrou. Retornar à pequena Campo das Flores não foi ideia sua. Não queria ir, mas precisava rever sua avó, mulher que a criou com carinho e a defendeu, por anos, de seu avô, o homem que abusou de seu emocional por toda sua vida e que agora está sete palmos abaixo do chão. A visita deveria ser rápida, mas ganhará contornos inesperados quando Yara conhecer Nina, sua pequena vizinha. A criança vive com uma mãe emocionalmente instável, um pai ausente e mora numa estranha casa que parece respirar e vigiar seus moradores – e de onde sai uma inquietante música ouvida apenas por Yara e a menina. O que era uma amizade peculiar vai crescer e ultrapassar uma estranha fronteira quando Yara descobrir que seu passado e a vida de Nina estão ligados por incomuns e assustadoras coincidências. Acostumada à luta, a boxeadora está disposta a revirar a vida da família, trazer à tona suas memórias mais obscuras e abrir feridas profundas para provar que o ódio de seu avô pode ter ultrapassado todos os limites.

“Hoje é dia de São João, e de Xangô também, os dois têm fogo envolvendo e presenteando o seu dia,

Já leu algum desses? Se sim, me conta o que achou.
Um abraço e até a próxima.
Larissa Brasil

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